Crenças

Vivemos imersos num mundo de percepções, onde tudo que percebemos tem efeito em nós e, de certa forma marca um registro dentro de nossas mentes. Como seres conscientes, somos reféns daquilo que pensamos. Nossas ações e escolhas são produto do que pensamos e os pensamentos se estruturam a partir de nossas percepções. Conforme os pensamentos são processados, eles geram emoções, sensações, atos e nós vamos tirando conclusões, tendo entendimentos. Assim, tendemos a compreender, julgar, interpretar tudo que percebemos conforme nossos filtros mentais. Esses filtros são formados por um conjunto de crenças que acumulamos ao longo de nossas vidas. Sejamos mais jovens ou mais maduros, há uma “nuvem” de crenças por onde passam todas as percepções que captamos do mundo a nossa volta e que nos faz achar que sabemos sobre a Realidade.

                                                            

O conjunto de crenças se forma inconscientemente, ao longo dos dias, meses, anos de vida, conforme você é exposto e levado a aprender coisas que nem teve a oportunidade de escolher, dentro de comunidades que não optou viver, ouvindo pessoas que lhe passaram conceitos que você não ousou questionar, em instituições, escolas ou até dentro de famílias em que não escolheu nascer. Essas crenças vão entrando em você naturalmente e obscuramente podem te tornar uma pessoa preconceituosa, reprimida, invejosa, inferiorizada, medrosa, arrogante, presunçosa, fóbica, consumista, desenvolver em você características subjetivas que você mesmo não gostaria de ter se tivesse tido a oportunidade de optar. O que ocorre é que não é possível evitar a apreensão inconsciente de valores e a formação de crenças, nem tão pouco a ação tendenciosa dessas crenças sobre nossas percepções, influenciando diretamente o curso de nossas vidas.

                                    

Claro que o fato de se ter crenças não é um problema em si, isso não nos prejudica, pois os pensamentos construtivos também constituem novas crenças. O foco está em atentar para aquilo que se estabeleceu como verdade e não é questionado porque se fixou como uma crença por condicionamento. Por isso, é fundamental trabalharmos constantemente a identidade das nossas crenças. Será que elas estão de acordo com o que eu sou e quero ser neste momento de minha vida? Minhas crenças estão me fazendo uma pessoa melhor? Estas são perguntas que sempre levo meus clientes a se fazerem no início de um processo psicoterapêutico.

                                             

Se suas crenças não permitirem, você permanecerá preso a velhos paradigmas, impostos por aprendizados que nem sabe como se fundamentaram. A capacidade de mudar e encontrar formas mais saudáveis de viver inclui a constante revisão das crenças pessoais.
Afinal, a gente é o que pensa e pensa o que crê.
Abraços,
Marcia Medeiros.

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